Marcelo Maranata (PSDB) propõe regionalizar saúde em sete polos e retirar central de regulação da Capital em entrevista à RBS TV

  • 16/09/2026
(Foto: Reprodução)
Marcelo Maranata (PSDB) apresenta propostas em entrevista ao Jornal do Almoço O candidato do PSDB ao governo do Rio Grande do Sul, Marcelo Maranata, afirmou nesta quarta-feira (16), em entrevista ao Jornal do Almoço, na RBS TV, que pretende regionalizar a saúde em sete polos e retirar de Porto Alegre a centralização da regulação de consultas e exames. Segundo Maranata, cada região teria uma lista própria de regulação e profissionais remunerados por meio de uma tabela estadual do Sistema Único de Saúde (SUS). O candidato também prometeu destinar à saúde 12% do orçamento estadual. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp "Eu proponho que essas sete regiões tenham lá seus especialistas remunerados numa tabela SUS gaúcha, um programa de Estado, não um programa de governo, aprovado na Assembleia Legislativa", afirmou. Maranata também falou sobre obras de proteção contra enchentes, a campanha eleitoral com poucos recursos, escolas de ensino integral com cursos técnicos e o apoio da esposa, que concorre a deputada estadual por um partido de outra coligação. A entrevista teve duração de 25 minutos. Marcelo Maranata Soares Reinaldo tem 50 anos. É natural de Camaquã e, aos 18 anos, mudou-se para Guaíba. Advogado, também foi comerciante e presidiu a Câmara de Dirigentes Lojistas e o Sindilojas do município. Em 2008, foi eleito vice-prefeito. Em 2020, foi eleito prefeito de Guaíba e, em 2024, reeleito para um segundo mandato. A entrevista integra a série do Jornal do Almoço com os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul nas eleições de 2026. Os candidatos de partidos, coligações e federações que possuem pelo menos cinco representantes no Congresso Federal participam ao vivo. Os demais são entrevistados em reportagens gravadas. A ordem das entrevistas foi definida em sorteio na presença de representantes dos partidos. Veja o calendário: 14 de setembro: Luciano Zucco (PL), ao vivo; 15 de setembro: Gabriel Souza (MDB), ao vivo; 16 de setembro: Marcelo Maranata (PSDB), ao vivo; 17 de setembro: Juliana Brizola (PDT), ao vivo; 18 de setembro*: entrevistas gravadas com Rejane de Oliveira (PSTU), Cesar Pontes (PCO) e Priscila Voigt (UP). *A ordem será definida por sorteio. Cada candidato terá 1 minuto e 30 segundos. Regionalização da saúde Marcelo Maranata (PSDB) fala sobre saúde Maranata propôs dividir a regulação dos atendimentos de saúde entre sete polos regionais. Segundo o candidato, o objetivo é reduzir o deslocamento de pacientes para consultas, exames e procedimentos em cidades distantes. O candidato afirmou que cada região teria uma lista própria de regulação, em substituição à centralização em Porto Alegre. Maranata também defendeu manter especialistas nas sete regiões e nas 18 coordenadorias de saúde. "Não só as sete regiões do estado que já existem, mas que elas tenham essa lista de regulação, uma em cada região, não uma central aqui em Porto Alegre que fica destinando pacientes", afirmou. Maranata disse que pretende criar uma tabela estadual do SUS para complementar os valores pagos aos prestadores. Segundo ele, o modelo deveria ser aprovado pela Assembleia Legislativa como uma política permanente. Questionado sobre a existência de políticas de regionalização em outros governos, Maranata afirmou que a diferença de sua proposta seria a disponibilidade de recursos. Ele prometeu destinar à saúde 12% do orçamento estadual. "O Estado precisa colocar o mínimo dos 12%, que nunca colocou na saúde. Então, nós vamos colocar esse recurso na saúde para que a gente possa atender lá na ponta com a tabela SUS gaúcha e a regionalização funcionando", afirmou. Obras de proteção contra enchentes Marcelo Maranata (PSDB) fala sobre prevenção contra enchentes Maranata defendeu que as empresas responsáveis pelos projetos existentes de proteção contra enchentes sejam contratadas para atualizar os estudos. Segundo o candidato, a medida evitaria que novos projetos precisassem ser elaborados antes das licitações. O candidato afirmou que os estudos deveriam ser atualizados para considerar os parâmetros das enchentes de 2024. Maranata também defendeu que os recursos fossem destinados aos municípios para acelerar a execução das obras. "Eu sempre propus que a gente não fizesse licitação para contratar uma empresa nova, que já contratasse as empresas que fizeram os projetos e que elas atualizassem para a nova cota", afirmou. Questionado sobre as prioridades, Maranata citou intervenções em Eldorado do Sul, Arroio Feijó, Gravataí e nas regiões do Alto Sinos e do Baixo Sinos. Maranata afirmou que há recursos no caixa estadual para essas obras e que o próximo governador precisará buscar a renovação do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Ensino integral e cursos técnicos Marcelo Maranata (PSDB) fala sobre educação Maranata defendeu que escolas de ensino integral ofereçam cursos técnicos e permitam aos estudantes realizar estágios em empresas. Segundo o candidato, a proposta aproximaria os alunos do mercado de trabalho. "O que eu proponho é que, na escola de ensino integral, no curso técnico, a gente já consiga fazer o estágio dentro da empresa", afirmou. O candidato disse que os estágios poderiam ser realizados em empresas da indústria, do comércio, dos serviços, da hotelaria e do turismo. Para Maranata, a formação profissional também ajudaria a manter os jovens no Rio Grande do Sul. "A gente precisa deixar esse jovem aqui, ainda nesse tempo dele de aprendizado, dentro da escola, mas fazendo o estágio dentro da indústria, do comércio, do serviço", disse. Maranata também propôs atividades de formação para pessoas que já atuam como empreendedoras. Segundo ele, as ações poderiam ocorrer em centros de tradições gaúchas, igrejas e outros espaços comunitários, com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Crimes cibernéticos e feminicídios Marcelo Maranata (PSDB) fala sobre segurança Na área da segurança, Maranata propôs uma estrutura permanente de inteligência para investigar crimes cibernéticos. Segundo o candidato, o modelo reuniria informações da Polícia Civil, da Brigada Militar, da Receita Federal e da Polícia Federal. Maranata afirmou que o crime mudou de perfil e que quadrilhas utilizam estruturas organizadas para aplicar golpes por telefone e pela internet. O objetivo da integração, segundo ele, seria acompanhar a movimentação do dinheiro. "A gente precisa de inteligência aqui. Inteligência, cooperação e integração. Polícia Civil, Brigada Militar, Receita Federal, Polícia Federal, tudo num único sistema para que a gente possa fazer o rastreio desse dinheiro", afirmou. Sobre os feminicídios, Maranata defendeu a criação de grupos de apoio para agressores. O candidato afirmou que a proposta não substitui a prisão nos casos em que houver crime. Segundo ele, os atendimentos poderiam ser realizados por profissionais como psicólogos e psiquiatras, inclusive dentro do sistema prisional. Maranata também propôs identificar situações de risco com informações de escolas e unidades de saúde. "Se ele já foi para a agressão, se ele já está preso, a gente precisa tratar ele dentro da cadeia. Então, a gente precisa ter psiquiatra, psicólogo em grupos de apoio para que ele possa identificar isso", disse. Redução da estrutura pública e investimentos Maranata afirmou que pretende reduzir em pelo menos 35% a estrutura pública estadual. O candidato citou como exemplo a existência simultânea de uma Secretaria de Desenvolvimento Econômico e da Invest RS. O candidato não detalhou quantos cargos, secretarias ou órgãos seriam afetados. Maranata disse que a redução deveria alcançar também o Legislativo e o Judiciário. Ele também propôs uma secretaria voltada à transparência das contas estaduais. Questionado se seria necessário criar uma nova pasta, Maranata afirmou que a estrutura poderia apenas receber outro nome. "Pode, mas então eu posso só mudar de nome, não tem problema. O importante é que tem que ter transparência para que o cidadão possa entender isso", disse. Maranata defendeu ainda uma renegociação da dívida do Rio Grande do Sul com a União e afirmou que pretende apresentar ao governo federal um plano de redução de despesas e desenvolvimento econômico. O candidato citou a produção de energia eólica no mar, a industrialização do agronegócio e a criação de uma indústria voltada à saúde como meios de atrair investimentos. Também defendeu a criação de um fundo constitucional envolvendo os três estados da Região Sul. Segundo Maranata, a produção de energia poderia ser usada para oferecer incentivos a pequenas e médias empresas. O candidato também citou projetos rodoviários, portuários, aeroportuários e de ampliação do Polo Petroquímico. "Não só vamos ajudar a pagar a conta do Estado do Rio Grande do Sul com energia, como também vamos ajudar o Brasil a crescer", afirmou. Maranata afirmou que a falta de recursos e o pouco tempo de propaganda eleitoral são desafios da campanha. O candidato também foi questionado sobre o apoio da esposa, candidata a deputada estadual pelo Podemos. O partido apoia outro candidato na disputa pelo governo do estado. Maranata disse que a esposa o apoia e obteve autorização partidária para fazer campanha para ele. Segundo o candidato, os materiais dela não terão outro postulante ao governo. VÍDEOS: Tudo sobre o RS Marcelo Maranata (PSDB) Reprodução/RBS TV

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/eleicoes/2026/noticia/2026/09/16/marcelo-maranata-psdb-entrevista-rbs-tv.ghtml


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