'Cheia de energia' e com 'desejo intenso de trabalhar pela Justiça': quem era juíza do RS que morreu após coleta de óvulos em clínica de SP

  • 07/05/2026
(Foto: Reprodução)
Juíza morre após coleta de óvulos em clínica de reprodução assistida de SP A morte precoce da juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, nesta quarta-feira (6), causou comoção entre os colegas, que a descrevem como uma pessoa feliz e cheia de energia. Como profissional, era dedicada e estava vivendo seu auge. A magistrada era natural de Niterói, no Rio de Janeiro, atuava em comarcas do Rio Grande do Sul desde 2023 e estava no Foro de Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre, desde fevereiro deste ano. "Era uma menina cheia de energia. Uma moça com desejo intenso de trabalhar pela Justiça do nosso estado. Apesar de não ser daqui [do RS], ela já guardava um tipo de pertencimento. Ela se sentiu muito acolhida. Estava muito orgulhosa de poder exercer essa profissão", relata a juíza Mariana Motta Minghelli, que trabalhou com ela em Sapiranga. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A mulher morreu após uma coleta de óvulos em uma clínica de reprodução assistida em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. "Tinha sonhos de encontrar alguém, de ter um relacionamento, de daqui a pouco poder ser mãe, estava preocupada com isso, por isso que ela tomou essa decisão", relata a colega. O Juiz Leonardo Michelin Pinto, do Foro de Sapiranga, enfatiza que Mariana "sempre foi muito preocupada com a missão" no judiciário. "Nos processos envolvendo violência doméstica contra as mulheres, tinha um olhar atento e acolhedor. E quis o destino que ela partisse buscando preservar a possibilidade de ser mãe e construir sua família no momento de entendesse mais adequado." "Vibrava constantemente uma empolgação em buscar soluções para o nosso trabalho, sempre muito motivada e acreditando ser possível fazer mais em favor das partes em cada um dos casos a nós submetidos", diz o colega. O Tribunal de Justiça do RS decretou luto oficial de três dias pela morte da juíza. Bandeiras foram colocadas a meio-mastro nos prédios do Tribunal de Justiça e do Palácio da Justiça. A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) também se manifestou e declarou "profundo pesar e consternação". O presidente da Ajuris, Daniel Neves Pereira, declarou que "Mariana era uma colega muito querida, cheia de vida e de entusiasmo pela magistratura". Morte é investigada O caso foi registrado como morte suspeita e morte acidental e é investigado pela polícia, que busca esclarecer se a morte ocorreu por possíveis falhas no atendimento ou em decorrência de complicações médicas comuns ao procedimento. Em nota, a Invitro Reprodução Assistida diz que: "Desde os primeiros sinais de intercorrência, toda a equipe médica e assistencial adotou imediatamente os protocolos técnicos e medidas cabíveis, prestando o atendimento emergencial necessário dentro da clínica e providenciando o encaminhamento da paciente à unidade hospitalar adequada." O corpo foi encaminhado para perícia. Até o final da manhã desta quarta-feira, ainda não tinham sido divulgadas informações sobre a cerimônia de despedida. Fertilização in vitro Segundo boletim de ocorrência, a vítima realizou uma coleta de óvulos para fertilização in vitro na manhã de segunda-feira (4) na clínica de reprodução assistida. De acordo com o registro, após receber alta por volta das 9h, Mariana voltou para casa, mas passou a apresentar fortes dores e sensação de frio. Diante da piora, a mãe a levou de volta à clínica por volta das 11h. Mariana foi encaminhada para a Maternidade Mogi Mater, onde deu entrada às 17h e foi levada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No dia seguinte, 5 de maio, a paciente passou por uma cirurgia. Apesar das medidas adotadas, o quadro clínico evoluiu de forma grave. Quem era a juíza Mariana era de Niterói (RJ) e ingressou no Poder Judiciário do Rio Grande do Sul em dezembro de 2023, quando foi designada para a 1ª Vara Judicial da Comarca de Parobé. Ao assumir o cargo, ela relatou que sonhava desde a adolescência em se tornar juíza de Direito e que iniciou a preparação para a carreira em 2018, cinco anos antes de prestar concurso, segundo o Tribunal de Justiça do RS. Em 2025, atuou no Juizado da 1ª Vara Regional de Garantias, em Porto Alegre, e posteriormente na 1ª e na 2ª Vara Criminal da Comarca de São Luiz Gonzaga. Em fevereiro deste ano, passou a atuar no Juizado da Vara Criminal de Sapiranga. O que diz a clínica "Invitro Reprodução Assistida Viemos a público manifestar profundo pesar pelo falecimento da Mariana, ocorrido na manhã de ontem, 06/05/26. Desde os primeiros sinais de intercorrência, toda a equipe médica e assistencial adotou imediatamente os protocolos técnicos e medidas cabíveis, prestando o atendimento emergencial necessário dentro da clínica e providenciando o encaminhamento da paciente à unidade hospitalar adequada para continuidade da assistência médica especializada, sempre com o acompanhamento da nossa equipe e do médico responsável pelo procedimento. A clínica ressalta que todo procedimento cirúrgico e médico, ainda que realizado com observância dos protocolos técnicos, acompanhamento especializado e estrutura adequada, possui riscos inerentes e intercorrências possíveis, infelizmente existentes em qualquer procedimento dessa natureza. A clínica ressalta que sempre atuou dentro das normas técnicas e regulatórias aplicáveis, mantendo sua estrutura, equipe e procedimentos devidamente regularizados e aptos ao exercício de suas atividades. Desde o primeiro momento, foram prestados todo acolhimento, apoio e assistência possíveis aos familiares da paciente, em respeito à dor enfrentada neste momento extremamente delicado. Toda a equipe lamenta profundamente o ocorrido, solidariza-se com familiares e amigos e reafirma seu compromisso com a ética, responsabilidade profissional, transparência e segurança no atendimento de todos os pacientes, ao mesmo tempo em que informa que todos os profissionais estão colaborando com as autoridades competentes para o esclarecimento do ocorrido, preservando-se, neste momento, o sigilo médico e o respeito à paciente e à sua família." Juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos Arquivo pessoal VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/05/07/cheia-de-energia-e-com-desejo-intenso-de-trabalhar-pela-justica-quem-era-juiza-do-rs-que-morreu-apos-coleta-de-ovulos-em-clinica-de-sp.ghtml


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